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quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Hoje Malu, amanhã Susana?


Li em algum lugar que a jovem e recém agraciada com a beleza da juventude Malu Magalhães se intitula velha e louca. Pensei que, mesmo não tão nova, mas longe de estar na casa da menopausa, me sinto assim também. E, principalmente,às vezes tenho os gostos e as dores de alguém que não paga mais a passagem de ônibus. Compro mocassins e roupas com estampas de flores miúdas que mais se parecem capas de travesseiro. Troco beleza por conforto e solas antiderrapantes. Gosto de armações de óculos com estampa tartaruga. Já fiz exame pra reumatismo e artrose.

Tudo isso eu faço agora. Agora, quando eu poderia colocar a bunda de fora e malhar na “cadimia” pra mostrar a barriga no verão. E por que eu evito a fadiga? Porque me sinto velha. E hoje, falando de viagens que lembram Thelma & Louise, comecei a me questionar se não terei uma reviravolta quando chegar à idade da loba. Porque, analisando as mulheres famosas, pelo menos, há de se concordar que elas piram o cabeção de botox em certa idade.

O melhor exemplo é o da Susana Vieira. Um alvo fácil pro meu tricô, já que há pouco tempo a Globo reprisou Mulheres de Areia, e naquela época, Susana tinha cara de uma senhora bem apessoada que poderia muito bem ser a mãe de Guilherme Fontes. Hoje, aquela que pagou peitinho no Faustão deve achar que Guilherme Fontes é muito velho pra ser seu par romântico.

Nem com as meias da Beyoncé...

É disso que tenho medo. De gostar de coisas de vó agora, e querer ser a coroa saliente daqui a vinte anos. De perceber que perdi o tempo de usar os decotes, e querer voltar atrás fazendo piercing nos mamilos. Ou de ficar obcecada por cirurgias plásticas e gírias de Internet. Tenho medo de aparecer na TV vestida de Madonna. De perder a fase em que se pode pintar o cabelo de lilás enquanto faço escova californiana. Ou, o pior de tudo, de querer trocar meu barbudo por um liso menor de idade.

Que Deus me dê alguns milhões na conta bancária e músculos mais tonificados, ao menos.

domingo, 4 de novembro de 2012

De repente...28


Eu voltei, voltei para ficar, porque aqui, aqui é o meu lugar...é, eu voltei a escrever. Um pouco por incentivo da Mayara Godoy, que disse adorar meus textos antigos – que estão devidamente guardados; outro tanto foi por ter recebido um convite do Billie, o Ogro, pra escrever na nova revista digital dele, o Brasa, Mora?.

Confesso que minha estupidez não me deixou ver que eu podia continuar escrevendo, mesmo me sentindo o Ted Mosby se achando muito velho pra certas coisas, assim como o Danny Glover. Até troquei o banner (apesar de que essa cara de orgasmo tá meio passada, colocarei o digníssimo pra trabalhar), pra ver se reanimo isso aqui.

Enquanto eu cantava e dançava Come, come, come (ou Karma Chameleon) pra cadelinha aqui em casa, e fazia “a janta” pro meu “marido”, só pensava mais e mais nessa história de ter quase 30 anos. Quem diria: eu, aos 28 anos, amasiada (com fé, casada é, já diz minha vó), com cabelos brancos e usando óculos.

Posso ao menos chegar aos 30 com esse closet?
Claro que o eu queria era mesmo viver de escrever, não que eu não passe bastante tempo do meu dia redigindo e-mails explicativos aos meus clientes, mas o sonho de ser jornalista é uma triste ilusão. Trabalho numa área que gosto – na maior parte do tempo, ao menos – e, já que não sou uma escritora por profissão, posso me sentir menos idiota usando blogs pra matar minha vontade?

Às vezes eu me arrependo de coisas que fiz mais nova, ou penso que meu tempo já passou pra ver filmes água com açúcar, porém, em geral não posso me queixar muito. Pelo menos, tenho um amor que me dá frio na barriga de vez em quando. Acho que a única coisa que me deixa mal por ser uma adulta de quase meia idade é que as pessoas que sempre conheci também estão envelhecendo, e pouco a pouco elas se vão. Mas, como diz Ana Maria Braga, vamo falar de coisa boa...no próximo post?