domingo, 26 de junho de 2011

Atualizando pra não deixar o blog morrer

Eu não sei há quanto tempo não escrevo. Só sei que não escrevo há muito tempo. Pensei que nem soubesse mais como era escrever. Mas pra atualizar o blog e reacender a chama dos dedinhos compulsivos, não vou esperar minha veia humorístico-sarcástico-Murphyana reaparecer. Mas que saibam que Murphy nunca me largou.

Os últimos meses foram como a maior e mais tortuosa Montanha Russa que eu já vivi. Se eu pensava que grande mudança era sair de Petrópolis e vir pra Londrina atrás de um amor de Internet, não sabia o que a vida – essa madrasta louca – guardava pra mim.

Matei o meu sonho de viver de escrever. Mas pelo menos agora sou um pouco mais realizada no meu trabalho. Talvez um dia eu possa aliar as duas coisas.

O ano não começou bem, alguns dos que me lêem sabem que meu tio estava doente e em abril eu o perdi. Esse é um dos motivos do meu desânimo, da minha tristeza e fraqueza espiritual. Ainda me traz lágrimas aos olhos falar disso, e ainda não consigo me sentir conformada com o que passei. Seca os olhos e segue em frente – eis me eu novo lema.

Bom, pelo menos uma boa notícia: fui chamada para fazer a viagem dos sonhos e no próximo dia 05 estarei embarcando rumo à Disney. Claro que é coisa de gente grande e envolve trabalho, mas é aquela oportunidade que todo mundo espera...

Aprendi que dinheiro não dá educação, nem conhecimento, nem bons modos às pessoas. Pobreza pior é a de espírito.

Ainda não consegui minha casa, ainda não aprendi a dirigir, ainda uso aparelho, e Murphy ainda me ama. Espero que o vento que vem seja de mudanças...mas pra melhor, porque os pés de galinha já estão aparecendo.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Murphy Mãos-de-Tesoura

Chegou dezembro, o calor, e seguindo aparentemente toda mulher que habita o norte do Paraná, eu resolvi marcar uma hora no salão e aparar a crina. Como dito, parece que as mulheres de Londrina correram pra agendar um corte de cabelos antes de mim, e no salão onde eu estava acostumada a ir – apesar de na última vez ganhar uma franja de cortininha de vitrô de cozinha – não tinha vaga nem na véspera de Natal. Pensei _P*t@ que P@ri*, vou virar o ano com esse cabelo opaco e sem corte. Lá fui eu procurar um salão, quando recebi a indicação de uma colega e marquei hora numa cabeleireira aparentemente boa. Pelo menos, pelo preço do corte, eu deveria sair do salão fazendo propaganda de shampoo. Mas Murphy, oi?, não foi bem assim...

Sabe aquela história de que, se uma coisa não começa bem, ela também não vai acabar bem? Pois é, no dia do corte, eu liguei pro salão dizendo que já estava a caminho e a recepcionista disse que se eu me atrasasse, não poderia ser atendida. Beleza, bruaca, cheguei na hora e tomei um chá de cadeira – demorou vinte minutos pra assistente da tesoura vir me chamar pra lavar o cabelo.

Pedi um corte típico “faz um repique, mas não tira muito do comprimento, coisa e tal”. A dona da faca disse que faria um Chanel com bico, seja lá o que for isso. Tesoura daqui e dali, meia hora depois, tcharam: olho no espelho e solto mentalmente um “P*t@ que P@ri*, onde tá o cabelo que ficava pra baixo das minhas orelhas?". Mesmo assim, achei o tal Chanel pelado bonito e me senti uma diva por uns...cinco minutos. Foi o tempo de pagar o cachê e caminhar até o carro, com aquela sensação que Janice descreveria como “OH, MY GOD!”, já sabendo o que estava por vir, quando meu noivorido me viu, virou a cara e falou algo que entendi como: P*t@ que P@ri*, o que você fez com o seu cabelo?

Mesmo com a bronca, ia tudo bem até eu lavar o que sobrou da nuca pra cima no dia seguinte e descobrir uma ponta maior que a outra. Durou um dia – eu mesma cortei. Mas ainda sim, a cada vez que pensava em fazer uma escova, eu dizia_ P*t@ que P@ri*, que m&rd@ de corte é esse que não fica bom de jeito nenhum?!

Chegou janeiro e tive de apelar pro Koleston novamente, porque além de loira, eu estava ficando grisalha. E cabelo de pobre é assim: ou cresce sarará e precisa de pente quente, ou cresce na velocidade da luz e precisa de tesoura. Resolvi aparar aquele eufemismo que eu chamava de pontas.

Voltei ao salão de antigamente e lá a cabeleireira disse que meu cabelo estava repicado de um lado só na nuca, que tava com um buraco atrás da orelha direita e eu novamente caí no “P*t@ que P@ri*, paguei 35 paus praquela louca fazer essa bo$t@ no meu cabelo!" Tive de cortar de novo pra acertar os dois lados, que agora pelo menos não me deixam com cara de quem tá dançando Molejão com a cabeça de ladinho, e com isso tudo, entendi que essas coisas só podem acontecer comigo porque Murphy gosta de cabelos curtos.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Sobre nós dois e o PS3

No começo eu impliquei, reclamei umas 957 vezes, fiz aquele drama “vai me deixar aqui pra jogar?”...mas desde que o Playstation 3 invadiu nosso lar, a cama fica vazia: ele vai pro jogo e eu pro colchão ao lado.

Será que a Sony vai reclamar porque eu estou usando seu santo nome em vão? Acho que não. Nem vou falar mal do jogo, na verdade eu gosto de me aventurar nas corridas do Burnout e praticamente plugo na Matrix pra jogar MK x DC. E eu ganho. Ganhei troféu e tudo. Sei jogar bomba com o Joker, matei o Dark Khan e salvei a Terra com o Superman.

Sejamos justos, eu sou a mulher perfeita: escolho os melhores (e mais cobiçados) jogos pra presentear meu cônjuge; jogo junto e o ajudo a ganhar troféus; marco mapas pra que ele ganhe troféus; procuro termos no dicionário quando há algum nome difícil...e ainda sou inteligente, simpática e bonita, apesar das rugas. Mencionei que sou modesta também?

Quando me perguntam se não gosto que ele fuja da cama às vezes pra jogar até a madrugada, eu digo que não. Tenho a cama toda pra mim, posso dormir em forma de X e, se ronco, ninguém escuta. Quando acordo no meio da noite sozinha, me limito a ir até a nerd cave e fazer aquela pose de açucareiro, pra qual ele não dá a mínima, e eu também não daria...Além do mais, ele só abusa do horário nos fins de semana, e mesmo assim acorda cedo aos sábados pra me levar ao trabalho.

Ele também é um bom menino: escolheu joguinhos de corrida pra mim, até instalou o Need for Speed no meu PC – que eu ainda não aprendi a jogar sem fazer a dancinha Axl-Roseana – e ainda me deixa usar o controle sem fio quando estou no PS, mesmo sabendo dos riscos murphyanos de ter o joystick destruído por meus dedinhos tortos e nem um pouco delicados nos botões de X e O.

Amar é isso: dividir brinquedos e brincar junto, me filmar o outro com cara de lunático num round e escrever bobagens esperando que a corrida termine, mesmo sabendo que, se deixar cair no chão, é divórcio.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Novos nomes

Em minha recente nostalgia, lembrei-me de coisas que já não se fazem como antigamente. Chá de Panela, gols do Flamengo, pirulitos do Zorro, textos engraçados de minha autoria... Pensando nisto, e graças à ideia da Mayara, surgiu o texto a seguir, uma constatação de como alguns vocábulos para cargos e profissões são substituídos em nome da modernidade, do bom gosto e da publicidade “positiva”.

Não há mais denominações para cargos como as de outrora, como os comediantes. Hoje eles são extintos, e os últimos espécimes têm a idade do Chico Anysio. Agora, comediante é humorista stand up.

E quem é que chama aeromoça de aeromoça? Faz tempo que só existe comissária de bordo. Quem ousar se referir à comissária como aeromoça, corre o risco de ser convidado a se retirar e embarcar num vôo Vasp. Ainda no ramo de viagens, os agentes passaram ao cargo de consultores. Porque afinal, vender pacotes e passagens é coisa de consultor. Considerando a nova denominação, supõe-se que não se ganha mais pela venda, e, talvez por isso, as companhias aéreas se sintam no direito de não comissionar os então até agentes, que são agora obrigados a cobrar uma porcentagem extra por sua consultoria.

Outra extinção recente foi a dos funcionários. Não se vê mais ninguém citando funcionários num edital, num comunicado, num cartão de Boas Festas. Todos agora são colaboradores, que afinal, é um nome mais bonito, mais in, não é verdade?

Se você é do tempo em que seu chefe assinava como Sócio Administrador, deve ter alguns bons anos de INSS. Hoje em dia, qualquer sócio é Diretor. Diretor é dono, entende? E o assistente do sócio, I mean, do diretor, é o Diretor Adjunto.

Político que algum cargo do tipo figurante é suplente. Ou vice. Tá ali só no stand by. E há os assessores, que não mudam de denominação, só de setor. Criam-se ramificações de assessoria política pra que a garantia de mais uma teta do governo seja mamada.

E é claro que há os jornalistas que viram redatores, fotógrafos, assessores de imprensa e – por que não mencionar uma classe tão emergente – blogueiros. Eu, como ex-futura Jornalista, sou consultora de viagens e blogueira amadora. Ironia pouca é bobagem.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Resumindo 2010

Já que eu passei a maior parte deste ano sem atualizar isso aqui, vou resumir, pro caso de alguém se interessar ainda por este moribundo blog, o que aconteceu desde a última postagem.

Well, depois da minha vinda pra Londrina, passaram-se uns...er...03 dias até que eu fizesse um teste de “um dia de Albatroz” pra começar a trabalhar numa nova agência. Foi a cagada do ano, com o perdão do termo, pois cheguei à famigerada Pequena Londres num dia e no outro já havia uma entrevista de emprego marcada. Estou lá até hoje, muito feliz e contente.

Meu sobrinho nasceu, é gordinho, já tem três dentes e faz a alegria da minha família, junto com minha prima que também é um bebê gostoso e bagunceiro. By the way, falando em família, todo mundo aparentemente já se acostumou com a minha mudança e agora eu sou a filha que mamãe pediu a deus.

Meu time não ganhou nada, continuo pobre, os cabelos estão ficando brancos e Murphy continua me amando. Não voltei a estudar, não me casei ainda, não engravidei nem pretendo por enquanto, não aprendi a dirigir e desaprendi a escrita. Os últimos dois meses não foram os mais felizes, mas pelo menos estou aqui de volta, consegui comprar um note pra escrivinhar de vez em quando. E espero não parar mais...

2011, here we GO!

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Só pra atualizar:

saudades de escrever aqui.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Noiva, eu!

Na verdade, quem vai ler o texto a seguir já deve saber disso, porque eu contei pros meus amigos e também no Diário de Casal. Mas queria falar aqui também: vou ficar noiva. No próximo sábado, o saguão do Aeroporto Santos Dumont vai ser palco de um dos eventos mais importantes da minha vida, pois é lá que vou reencontrar o meu delicinha @mboitata e de lá eu não saio sem a aliança no dedo a menos que ele esqueça a caixinha em Londrina ¬¬.

Como isso foi decidido, porém, é uma história enrolada. A gente encarou durante alguns meses um namoro mais virtual do que ‘de corpo presente’, até que o Rogers sofreu mudanças em sua vida profissional que diminuíram o contato entre nós. Pr'um casal que se vê apenas uma vez por mês, se falar só no fim do dia via MSN e telefone era pouco – muito pouco. Eu e ele havíamos conversado sobre a minha mudança pra sua cidade há algum tempo, mas esses eram planos para dois meses depois. Porém, diante desse racionamento de comunicação, tivemos de acelerar um pouco as coisas.

Depois de uma semana pensando, chorando e recorrendo aos meus amigos, decidi pedir demissão e dar o fora daqui. Só que Murphy, oi? nem tudo foi tão fácil e demorou um pouco pra eu saber do meu então chefe quando é que eu realmente me mudaria. Além disso, tinha um fator extremamente delicado e decisivo: minha mãe. A princípio, a ideia de ter sua cria partindo rumo ao desconhecido era hipótese nula. Com um tanto de malemolência, consegui comunicá-la da decisão, e foi então que ela deu sua sentença: eu só sairia daqui casada. WTF?

Não que eu não queira me unir matrimonialmente àquele moreno alto, barbudo, lindo, cheiroso, educado e, não menos importante, louco por esta que vos escreve. É claro que eu quero! Mas não assim. Primeiro porque pra isso a gente teria de dar entrada na papelada pro casório e esperar 30 dias, mais não sei quanto tempo até a data do enlace; segundo porque eu não quero me casar antes de arrumar outro trabalho, visto que agora estou desempregada. *Se alguém aí souber de uma vaguinha em Londrina, mail me.

Como esse já seria nosso próximo passo, o mais ameno foi o noivado. Resolvi então que trocaríamos alianças e isso foi o suficiente pra que a minha progenitora acalmasse um pouco seus ânimos. Eu já carrego uma aliança com o nome do Rogers, ela só vai mudar de cor. E se é uma jóia que simboliza o comprometimento entre duas pessoas, é questão de tempo até que ela esteja em nossos dedos mostrando isso pra quem quiser ver, inclusive pra minha mãe.

P.S. I love you.