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quinta-feira, 15 de novembro de 2012

A Coxinha e o Feriado da Depressão


Acordei meio perturbada hoje. Fui dormir ontem pensando num texto sobre as coxinhas de frango e como eu as amo. Tamanho médio, massa firme mas levemente cremosa, recheio bem temperado. E aquele cheirinho de que foi frito na gordura hidrogenada de anteontem...e agora  não é disso que eu queria falar.

Queria discorrer sobre assuntos sérios, como a minha depressão de feriado, em casa, com meus pontos soltando na gengiva sem que eu consiga enfiar uma tesoura pra aparar as sobras. Comecei a ler outro livro – o segundo esta semana, que recorde! – mas ele só me deixou mais deprimida. Porque no fundo, no fundo, eu queria escrever um romance desses, de fazer as pessoas se apaixonarem e terem dores no pescoço por tanto tempo grudadas nele sem se mexer.

Eu precisava tanto desse feriado, e aqui estou reclamando do mesmo. Queria descansar, meu corpo doía tanto ontem que tomei analgésicos com muita satisfação, saboreando seu gosto ruim. Daí cá estou eu, acordada desde as nove, e não consigo ficar parada. Poderia usar esse tempo pra tentar começar a escrever meu livro, ou pensar numa crônica legal que um dia talvez o Luis Fernando Veirissimo lesse e achasse que eu tenho futuro no ramo. O corretor ortográfico não aceita, mas o Verissimo do Luis Fernando não tem acento.

No fim das contas, vou só fazer um strogonoff e passar a tarde cortando etiquetas. Porque a vida é assim, um emaranhado de vontades que passam e voltam, passam e voltam, como a das coxinhas de frango.

domingo, 4 de novembro de 2012

De repente...28


Eu voltei, voltei para ficar, porque aqui, aqui é o meu lugar...é, eu voltei a escrever. Um pouco por incentivo da Mayara Godoy, que disse adorar meus textos antigos – que estão devidamente guardados; outro tanto foi por ter recebido um convite do Billie, o Ogro, pra escrever na nova revista digital dele, o Brasa, Mora?.

Confesso que minha estupidez não me deixou ver que eu podia continuar escrevendo, mesmo me sentindo o Ted Mosby se achando muito velho pra certas coisas, assim como o Danny Glover. Até troquei o banner (apesar de que essa cara de orgasmo tá meio passada, colocarei o digníssimo pra trabalhar), pra ver se reanimo isso aqui.

Enquanto eu cantava e dançava Come, come, come (ou Karma Chameleon) pra cadelinha aqui em casa, e fazia “a janta” pro meu “marido”, só pensava mais e mais nessa história de ter quase 30 anos. Quem diria: eu, aos 28 anos, amasiada (com fé, casada é, já diz minha vó), com cabelos brancos e usando óculos.

Posso ao menos chegar aos 30 com esse closet?
Claro que o eu queria era mesmo viver de escrever, não que eu não passe bastante tempo do meu dia redigindo e-mails explicativos aos meus clientes, mas o sonho de ser jornalista é uma triste ilusão. Trabalho numa área que gosto – na maior parte do tempo, ao menos – e, já que não sou uma escritora por profissão, posso me sentir menos idiota usando blogs pra matar minha vontade?

Às vezes eu me arrependo de coisas que fiz mais nova, ou penso que meu tempo já passou pra ver filmes água com açúcar, porém, em geral não posso me queixar muito. Pelo menos, tenho um amor que me dá frio na barriga de vez em quando. Acho que a única coisa que me deixa mal por ser uma adulta de quase meia idade é que as pessoas que sempre conheci também estão envelhecendo, e pouco a pouco elas se vão. Mas, como diz Ana Maria Braga, vamo falar de coisa boa...no próximo post?